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Para a CNI, a percepção do setor industrial sobre as mudanças climáticas deixa a desejar.
São Paulo - Minimizar riscos e otimizar oportunidades que surgem com a transição para uma economia de baixo carbono. Essa é a proposta do guia lançado nesta sexta (25), em São Paulo, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a embaixada britânica no Brasil. A publicação “Estratégias Corporativas de Baixo Carbono” reúne ferramentas para ajudar os empresários a incorporar a variável clima no desenvolvimento de suas estratégias de negócios.
Segundo o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes, o grau de percepção do setor industrial em todo o mundo sobre as mudanças climáticas e a necessidade de agir para contorná-las deixa a desejar. "Quando pensamos nas pequenas e médias empresas, os resultados são menos expressivos ainda", disse. Com o guia, emendou, as corporações dispõem, agora, de um '"esboço para uma revolução industrial", à exemplo do que vem sendo feito de forma pertinente na Inglaterra e que inspirou a criação da publicação para a indústria brasileira.
"Há um acordo geral entre todos os setores britânicos de que a economia verde é o futuro", disse Alan Charlton, embaixador do Reino Unido no Brasil. Mas o caminho para a descarbonização, frizou, exige investimentos em inovação e novas tecnologias. "São os passos práticos que farão a diferença", afirmou. Segundo Charlton, o Brasil é um parceiro importante para as discussões climáticas no mundo. Além do guia, elaborado pela consultoria CFI International, a CNI pretende desenvolver cursos e workshops sobre a nova economia.
Riscos x oportunidades
Os benefícios associados à gestão de carbono dentro do planejamento estratégico da empresa vão desde a redução de custos de produção e de consumo energético - evitando desperdícios e otimizando sistemas - ao aumento da credibilidade da marca pela diferenciação de produtos, já que, cada vez mais, aumenta a demanda da sociedade por produtos de baixo impacto ambiental.
Entre outros ganhos, destacam-se o acesso a mercados financeiros globais que exigem o comprometimento com a redução de emissões e, não menos importante, a oportunidade para a empresa de se antecipar a marcos regulatórios futuros.
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