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Fogo | 03/01/2012 17:45

Incêndios no Chile devastaram mais de 40 mil hectares de floresta

Segundo o ministro do Interior do país, situação é de "extrema vulnerabilidade"; Brasil deve enviar um avião para ajudar no combate às chamas

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Alejandro Zoñes/AFP

Bombeiro enfrenta as chamas de um incêndio florestal em Quillón, no Chile

Bombeiro enfrenta as chamas em Quillón: mais de 20 focos de incêndio no país

Santiago - Os incêndios florestais no sul do Chile avançam e já consumiram mais de 40.000 hectares, com focos mais violentos na zona de Quillón, informou nesta terça-feira o Escritório Nacional de Emergências (Onemi).

Em todo o país há 20 focos de incêndios ativos, em uma situação de "extrema vulnerabilidade", informou o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, ao divulgar o último boletim oficial.

A maior emergência foi registrada na região de Biobío, 500 km ao sul de Santiago, onde quatro focos de incêndio continuam ativos e já arrasaram 21.300 hectares.

Na véspera, uma idoso que não quis deixar o lugar morreu queimado em sua casa.

O incêndio ganhou força nas últimas horas devido ao forte vento e às altas temperaturas que foram registradas na região, os mesmos fatores que ajudaram a aumentar as chamas no parque nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena, a mais de 3.000 km ao sul de Santiago.

O incêndio no Torres del Paine começou na terça-feira passada e até esta segunda-feira tinha consumido 12.795 hectares.

Setecentos e cinquenta e três brigadistas trabalham no local e é esperada a reabertura parcial do parque nos próximos dias, no setor norte, numa área de 100 a 150 mil hectares, as mais visitadas pelos turistas. A extensão total do parque é de 230 mil hectares.

As autoridades decretaram esta região como 'zona de catástrofe' para destinar rapidamente recursos para os afetados.

 

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