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Navio Vale Beijing no porto Ponta da Madeira, no Maranhão: técnicos informaram que a entrada de água gerou uma inclinação no navio que compromete a sua estabilidade
Brasília – A Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Maranhão (Ibama-MA) convocou para hoje (12) uma reunião com os representantes da empresa sul-coreano STX Pan Ocean, fabricante do navio Vale Beijing, atracado há 11 dias na região de São Luiz. Carregada com minério de ferro, a embarcação é considerada uma ameaça ao meio ambiente, uma vez que o seu casco apresenta danificações que podem provocar vazamentos no mar.
De acordo com o Ibama, na reunião, será cobrada dos estrangeiros uma proposta emergencial que garanta mais segurança ao meio ambiente e à área ao redor do navio. Especialistas dizem que há riscos de vazamento de combustível e também de minério de ferro, pois os locais atingidos pelas danificações servem para armazenar esses produtos.
Uma rachadura na área do tanque de combustível provocou ainda a entrada de água nos compartimentos de armazenamento de minério de ferro. Os técnicos informaram que a entrada de água gerou uma inclinação no navio que compromete a sua estabilidade.
O superintendente do Ibama-MA, Pedro Leão, disse que a reunião tem como objetivo “avaliar a proposta” da empresa. “A partir dessa reunião que faremos com os representantes estrangeiros da STX, avaliaremos do ponto de vista ambiental para assim colocarmos nossas exigências”, disse.
Independentemente do resultado da reunião, uma equipe emergencial composta por três analistas do Ibama-MA deverá ser deslocada ainda hoje para os arredores da embarcação. A ideia é que a equipe avalie as condições, os riscos e o cumprimento da notificação entregue no último dia 9 - exigindo a colocação de bóias plásticas ao redor do navio para resguardar o local de um possível vazamento de combustível.
A Capitania dos Portos do Maranhão (Cpma), responsável pelo policiamento do litoral, fará o transporte do grupo e também avaliará a retirada de 30% de combustível da embarcação pela empresa holandesa de salvamento marítimo Smit.
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