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O Prodes, relatório anual de desmatamento, mostra que o Amapá perdeu 51 km² de floresta em 2011
São Paulo - O Amapá está buscando alternativas para medir o desmatamento da Amazônia no estado. Os novos métodos seriam complementares aos dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que são prejudicados pela cobertura de nuvens.
O Instituto capta imagens por meio de satélites, desta forma é possível monitorar a Amazônia. O problema é que o ao longo do ano há uma intensa cobertura de nuvens no Amapá que dificulta a captação. Logo, o governo quer implementar novas tecnologias mais eficientes, ainda em 2012.
Os novos métodos de medição devem ajudar o Ministério do Meio Ambiente a combater os crimes ambientais no bioma. A solução apontada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente está no uso de radares, compra de imagens de satélites ópticos e na ajuda de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), que podem sobrevoar áreas florestais inacessíveis.
O Prodes, relatório anual de desmatamento, mostra que o Amapá perdeu 51 km² de floresta em 2011, mas uma vez que não há como analisar todas as áreas desmatadas, os números não podem representar a condição real do estado.
“Fazemos uma medição própria a cada dois anos. No último relatório, de 2009 e 2010, foi detectado desmate de 128 km². Porém, a maioria deles ocorreu em 2009, já que em 2010 também tivemos dificuldades em visualizar as áreas devido às nuvens", explica Cláudia Funi, coordenadora de geoprocessamento da Sema no Amapá.
Os crimes ambientais têm aumentado em assentamentos extrativistas e nas áreas inacessíveis, portanto o desmatamento ilegal pode ocorrer livremente e sem punições. Levando em consideração estes fatos, os custos de monitoramento estimados em cerca de R$ 30 milhões serão bem investidos. O projeto ainda está em andamento, mas a previsão é que até o fim de 2012 os novos instrumentos já estejam funcionando.
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