Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
No Brasil | 26/12/2011 17:59

Estocagem de etanol terá subsídio de até R$ 500 mi por ano

Informação é da Medida Provisória número 554 publicada no Diário Oficial da União

Marcelo Teixeira, da
 Comentários (0) Views (183)
Salvar notícia

Arquivo

Etanol, em frasco de laboratório

O dinheiro para o programa de estocagem virá da Cide, taxa cobrada na comercialização de combustíveis

São Paulo - O governo federal poderá conceder subsídios de até 500 milhões de reais por ano para estimular a formação de estoques de etanol no Brasil, segundo a Medida Provisória número 554 publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

Os recursos da União serão utilizados para reduzir os custos das usinas de etanol na captação de recursos junto a instituições financeiras para financiar a formação de estoques do produto.

Essa era uma medida em análise no governo há bastante tempo e foi assinada pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira.

O objetivo do governo é estimular a construção de estoques do produto no Brasil para estabilizar a oferta em períodos de entressafra de cana e reduzir a volatilidade nos preços do etanol no mercado brasileiro.

Os termos destas operações ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), diz a MP, mas o subsídio ficará disponível por um período de cinco anos, o que representa a disponibilização de recursos de até 2,5 bilhões de reais pela União no total.

O dinheiro para o programa de estocagem virá da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), taxa cobrada na comercialização de combustíveis, da Poupança Rural e de outras fontes que serão definidas pelo CMN, diz a MP.

O setor de etanol ainda aguarda por um outro conjunto de medidas do governo federal, destinado a reduzir o custo de produção do biocombustível no Brasil, que poderia incluir queda em tributos e linhas de crédito subsidiadas para investimentos em expansão da capacidade de processamento e do plantio de cana.

O diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Antonio de Padua Rodrigues, afirmou que a medida do governo veio mais ou menos em linha com o que o setor esperava para a estocagem.

"Agora pelo menos é uma lei... define de onde saem recursos, já pode colocar no orçamento, e no início da próxima safra tudo já estará resolvido", afirmou.

"A MP é um passo. Avançou mas ainda tem muito que avançar... ficam faltando as linhas de financiamento. O setor precisa plantar", acrescentou Padua, cobrando a segunda parte das medidas prometidas para a indústria sucroalcooleira.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados