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A comissária europeia para Mudança Climática, Connie Hedegaard, afirmou que o documento não é aceitável pela União Europeia, e se mostrou satisfeita porque houve uma 'reação generalizada'
Durban - As negociações sobre mudança climática em Durban (África do Sul) entraram nesta sexta-feira em uma fase crítica, com uma fraca minuta de acordo sobre a mesa que só satisfaz os EUA e provocou reações iradas da maioria dos países.
A minuta prevê para 'depois' de 2020 a entrada em vigor de um 'marco legal' aplicável a todos dentro da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, uma data que tanto os cientistas como as nações mais vulneráveis consideram tardia demais para evitar um aquecimento global irremediável para o final do século.
A comissária europeia para Mudança Climática, Connie Hedegaard, afirmou que o documento apresentado pela Presidência da 17ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17), na África do Sul, não é aceitável pela União Europeia (UE), e se mostrou satisfeita porque houve uma 'reação generalizada'.
A UE, apoiada por 120 países africanos, os Estados insulanos mais ameaçados do Pacífico e do Caribe e os países menos desenvolvidos, exige um acordo global juridicamente 'vinculativo' de corte de emissões que entre em vigor daqui a 2020, em troca de se somar em Durban a um segundo período de compromisso do Protocolo de Kioto, que expira em 2012.
'Vamos trabalhar por um documento melhor, e deveremos nos reunir de novo esta mesma noite', disse à agência Efe Connie, ao término da reunião de ministros que estudou o primeiro minuta de decisão entregue pela Presidência.
A ONG Oxfam qualificou de 'carente de ambição' o texto e advertiu que põe em perigo as conversas que há duas semanas são realizados em Durban.
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