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Uma das razões do aumento são as medidas impostas pela Agência de Segurança Nuclear à companhia EDF após o acidente em Fukushima
Paris - O investimento para manter ativas as usinas nucleares francesas será duas vezes maior entre 2011 e 2020, conforme os cálculos do Tribunal de Contas, que estima que isso aumente os custos de produção em torno de 10%.
Em relatório encomendado pelo Governo francês após a catástrofe de Fukushima, no Japão, o Tribunal de Contas ressaltou ainda que o custo para desmantelar os 58 reatores em atividade e a administração dos resíduos gerados corre o risco de aumentar.
O investimento para que esses reatores continuem produzindo eletricidade (em 2011 representaram 77% da energia gerada na França) passará de 1,7 bilhão de euros em 2010 para cerca de 3,7 bilhões anuais em 2025, informou o organismo em comunicado.
Uma das razões do aumento são as medidas impostas pela Agência de Segurança Nuclear (ASN) à companhia EDF após o acidente em Fukushima.
Sobre as cargas futuras para o parque atômico francês, que no fim de 2010, eram avaliadas em 79,4 bilhões de euros, dos quais 18,4 bilhões de euros para desmantelar os 58 reatores e 28,4 bilhões de euros para armazenar os resíduos radioativos, o Tribunal de Contas acrescentou que provavelmente subirão.
A ministra da Ecologia, Nathalie Kosciusko Morizet, destacou que apesar das incertezas relatadas, a energia nuclear continua sendo 'pouco cara'.
No debate eleitoral sobre o futuro da energia nuclear, o atual presidente da República, Nicolas Sarkozy, se mostrou favorável a manter o predomínio do setor, frente ao candidato socialista, François Hollande, que quer reduzir seu peso na eletricidade para 50% em 2025.
O Tribunal de Contas pediu a criação de uma estratégia energética, que seja debatida e adotada 'com total transparência e de forma explícita'.
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