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Nova usina é movida a bagaço de cana-de-açúcar e tem capacidade instalada de 50MW
São Paulo - A CPFL Renováveis, uma associação entre a CPFL Energia e a Ersa, anunciou a entrada em operação comercial de sua terceira térmica movida a bagaço de cana-de-açúcar, a Bio Buriti. A nova usina, localizada no município de Buritizal, em São Paulo, tem capacidade instalada de 50 MW e já teve toda sua energia disponível de 21,2 MW médios vendida no mercado livre, em contrato de longo prazo.
Até o final de 2014, a CPFL Renováveis deverá ter 400 MW gerados a partir do bagaço de cana, com a entrada em operação de outros Qua tro projetos em construção, de acordo com o presidente da empresa, Miguel Saad.
O executivo informou também que a CPFL Renováveis já assinou memorandos de entendimentos com mais duas usinas de cana, que teriam capacidade de geração de energia de 200 MW. Um dos projetos teria 70 MW e outro irá gerar 130 MW a partir da queima do bagaço da cana. A empresa desenvolveu um modelo de negócios pioneiro para essa fonte no Brasil, no qual se associa com usineiros para ter acesso ao bagaço da cana e vende o excedente de eletricidade gerado na produção de açúcar e álcool para as distribuidoras de energia nos leilões do governo ou para os consumidores livres.
Segundo Saad, a termelétrica a biomassa é construída ao lado da usina de açúcar e etanol, o que anula os custos logísticos de transporte de matéria-prima. "Nossa matéria-prima, o bagaço da cana, já está praticamente dentro da térmica", explica. A empresa aposta neste modelo fechado de geração de eletricidade através de biomassa para expandir os seus negócios, em paralelo ao desenvolvimento de projetos de energia eólica, que hoje são os mais competitivos para disputar os leilões do governo.
Nos sete empreendimentos já divulgados pela CPFL Renováveis na área de biomassa, os investimentos da empresa atingirão R$ 900 milhões.
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