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Queimada na floresta: cada vez mais, o mundo cobra do Brasil uma política de preservação
São Paulo – Reportagem da revista britânica The Economist desta semana diz que o futuro da Amazônia depende mais dos povos indígenas e dos bons agricultores (leia-se regularizados) do que dos legisladores do Congresso.
A matéria intitulada “Fiddling while the Amazon burns” (no portugês "Tocando violino enquanto a Amazônia queima") - uma referência ao grande incêndio que, reza a lenda, devastou Roma, enquanto o imperador Nero tocava violino – diz que a maior floresta sofre diariamente com desmatamentos e queimadas ilegais, enquanto “a um mundo de distância dalí, em Brasília, políticos discutem os destinos da Floresta”.
Segundo a reportagem, o debate sobe o novo Código Florestal está longe de chegar a um consenso – o único acordo comum é de que reformas são, sim, necessárias – mas que, no entanto, o cumprimento das leis florestais e a fiscalização por parte dos órgãos públicos deixam a desejar.
A matéria destaca ainda que a proposta de anistiar os proprietários rurais que desmataram até junho de 2008 e regularizar, sem penalidades, os que estão “ilegais”, segundo previsto no novo texto do Código, é considerado um absurdo por agricultores que estão em dia com a lei e que mantém a floresta em pé.
O exemplo dos Suruí
O texto da Economist aponta como positivo os esforços de alguns povos indígenas para proteger a Amazônia de atividades ilegais. “A tribo Suruí mudou as suas 25 aldeias para as fronteiras do seu território para obter alerta precoce de incursões irregulares”.
Além disso, os Suruí são os primeiros povos indígenas brasileiros a fim de definir um projeto de REDD, um regime de auxílio internacional para evitar o desmatamento. De acordo com a reportagem, “isso será mais fácil se os políticos aprovarem um Código Florestal que olhe para o futuro, e não para o passado e, que forneça os meios para cumpri-lo”
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