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Animais, que serviam de cobaia, nunca haviam saído da jaula desde o nascimento
São Paulo - Muitos animais pagam caro para que produtos farmacêuticos e cosméticos estejam nas prateleiras sem risco à saúde humana. Exemplo disso foi o caso de 72 cães da raça beagle que foram trancafiados em jaulas individuais por um laboratório espanhol.
A libertação dos cachorros aconteceu nesta semana, após a fundadora do Projeto Liberdade para os Beagles, Shannon Keith, ver mensagens no Facebook de um funcionário do laboratório e de um ativista espanhol.
As mensagens afirmavam que o laboratório em Barcelona, na Espanha, estava falido e por isso os cães seriam mortos, caso ninguém se comprometesse a cuidar dos animais. Foi então que Keith entrou em contato e afirmou que a instituição poderia assumir a responsabilidade. O Projeto Liberdade para os Beagles faz parte da ONG americana Educação da Mídia para o Resgate de Animais (ARME, na sigla em inglês).
Há uma semana os cães foram libertados. Sete beagles foram adotados na Espanha, porém não se sabe o destino de 25 cães, já que apenas 40 chegaram a Los Angeles, onde fica a sede do projeto.
O mais chocante é que os animais, que serviam de cobaia, nunca haviam saído da jaula desde o nascimento. Todos têm entre quatro e sete anos e por todo esse tempo viveram em compartimentos individuais, agrupados em quartos com dez jaulas. Nunca houve interação, nem mesmo entre eles.
Por serem dóceis, os beagles costumam ser usados em testes na indústria farmacêutica. Acredita-se que os cães participavam de experimentos laboratoriais, pois foram encontrados vestígios de injeções de hormônios masculinos e de outras toxinas. Shannon Keith, disse ainda que alguns deles têm tumores no estômago e foi preciso fazer um tratamento dentário em todos, pois tinham os dentes muito estragados.
Neste momento, o "Projeto Liberdade para os Beagles" está em campanha para que os animais sejam adotados definitivamente, pois estão em famílias temporárias.
Confira o momento em que os cães viram o sol pela primeira vez:
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