Aguarde...
ConferênciaEnergias limpas despertam interesse de espanhois na Rio+20
PetróleoPrimeiro leilão do pré-sal poderá ocorrer em 2013
EnergiaCPFL: revisão tarifária exigirá consolidação do setor
BiomassaBiorrefinarias estão mais polivalentes e ecológicas
CombustívelEtanol amplia vantagem sobre a gasolina em SP
AneelContas de luz subirão menos com redução de encargo
LightEnergia já foi restabelecida em bairros do Rio
PetróleoPetrobras opera com possível preço maior de combustível
Cientistas também propõem usar os resíduos obtidos no processo como fonte de energia para as usinas
São Paulo - O etanol de segunda geração, feito com a celulose existente no bagaço da cana-de-açúcar, é uma alternativa importante para aumentar a produção de biocombustível sem prejudicar as plantações de alimentos ou as áreas de preservação ambiental.
Mas como seu processo de produção é mais caro que o do etanol de primeira geração – obtido pela fermentação da sacarose do caldo de cana –, é preciso encontrar alternativas para torná-lo economicamente viável.
A proposta de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é aliar a produção do etanol de celulose à produção de biogás e usar os resíduos obtidos no processo como fonte de energia para as usinas.
O projeto de pesquisa “Otimização de pré-tratamento de biomassa e hidrólise para maximizar a produção de biogás a partir de resíduos agroindustriais” foi financiado pela Fapesp e realizado em parceria com pesquisadores do Institut National de la Recherche Agronomique (Inra), da França.
“O bagaço de cana que sobra da fabricação do etanol de primeira geração é hoje queimado e usado pela indústria como fonte de energia elétrica ou térmica em forma de vapor. Quando usamos esse bagaço para fabricar o etanol de segunda geração, conseguimos recuperar apenas 32% da energia que seria obtida com a queima em caldeira”, disse a engenheira química Aline Carvalho da Costa, coordenadora da pesquisa.
No modelo proposto pelos pesquisadores, foi possível recuperar cerca de 65% da energia. A vantagem é o aumento da produção de biocombustível líquido, que pode ser usado para transporte e, por isso, tem um apelo econômico maior. “Além disso, o biogás e os demais resíduos podem ser usados como fonte de energia para a indústria, substituindo o bagaço”, ressaltou Costa.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação