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Eletronuclear seguirá dando prioridade à contratação de técnicos e especialistas no Brasil
Rio de Janeiro – A construção da Usina Angra 3, no município fluminense de Angra dos Reis, continua em ritmo acelerado. Já são cerca de 4,2 mil operários trabalhando no canteiro de obras da nova unidade da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.
Segundo o diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear, Pedro Figueiredo, a expectativa é que, no período de maior movimentação, previsto para 2013, o canteiro de obras de Angra 3 chegue a ter 9 mil trabalhadores. De acordo com Figueiredo, a preferência é pela contratação de mão de obra da região.
Quando começar a etapa de instalação dos grandes equipamentos, incluindo o gerador a vapor, e de soldagem das tubulações, o que deverá ocorrer dentro de dois anos e meio, Figueiredo disse que aumentará também a demanda por pessoas mais qualificadas, o que não poderá ser suprido na região da Costa Verde. Ele garantiu que a Eletronuclear seguirá dando prioridade à contratação de técnicos e especialistas no Brasil. “Fica uma coisa mais fina, mais sofisticada”.
A concorrência para a montagem eletromecânica de Angra 3 está na fase final de qualificação. A próxima etapa é a abertura dos envelopes com os preços. Figueiredo disse que o processo está seguindo de acordo com o “cronograma normal de uma licitação desse porte, sem nenhuma anormalidade, sem nenhuma contestação”. A montagem eletromecânica deve começar entre abril e maio.
Os investimentos em Angra 3 incluem 600 milhões de euros em equipamentos já adquiridos e cerca de R$ 10 bilhões para conclusão. O cronograma estabelece que 75% dos gastos serão feitos no Brasil. A usina terá potência instalada de 1.405 megawatts (MW).
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