Maduro anuncia circulação de novas cédulas na Venezuela

A circulação das notas de 100 bolívares foi estendida por mais um mês na Venezuela

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo que entrarão em circulação na segunda-feira as novas cédulas do bolívar, a moeda do país, esperadas desde o início de dezembro, e anunciou uma nova extensão da vigência da nota de 100 bolívares, que deveria ter sido tirado das ruas há um mês.

“Saúdo a entrada das novas cédulas de maneira progressiva a partir de amanhã. E decidir estender em mais um mês a circulação dos bilhetes de 100 bolívares”, disse Maduro durante a apresentação do relatório anual de sua gestão na sede do Tribunal Supremo de Justiça, em discurso transmitido em rede nacional.

Maduro disse que todo o aparelho logístico do Banco Central da Venezuela (BCV), da Superintendência das Instituições do Setor Bancário, contando com o apoio da Força Armada Nacional Bolivariana, já começaram a distribuir as novas notas.

As cédulas deveriam ter começado a circular há um mês. Maduro disse que o atraso foi motivado por uma “sabotagem internacional” que impedia a chegada das notas ao país.

Sobre a nota de 100 bolívares, a maior em vigência no país até então e equivalente a US$ 0,15, Maduro ordenou que ela fique nas ruas até 20 de fevereiro, depois de ter determinado a saída de circulação em dezembro.

A medida foi considerada como irresponsável pela oposição depois dos distúrbios que provocaram a morte de três pessoas.

O presidente afirmou que na última segunda-feira o BCV recebeu 60 milhões de notas de 500 bolívares, 4,5 milhões de 5.000 e 2,9 milhões de 20.000, antecipando a distribuição das cédulas.

Segundo o BCV, a mudança simplificará a vida econômica do país por estar mais ajustada à galopante inflação, que fechou em 180,9% em 2015. A expectativa é que em 2016 o índice tenha ultrapassado o ano anterior.

Comentários

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  1. Marcia De Fátima Moreira Coelho

    O Maduro retirou o Capitalismo e a Democracia agora não tem como usar papel higiênico pois não há comida