Suspensão de crédito não afetará Eletrobras, diz Lobão

O ministro de Minas e Energia disse que novos aportes do Tesouro à Conta Desenvolvimento Energético (CDE) estão sendo examinados

Brasília – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse neta quarta-feira, 4, que o cancelamento do empréstimo da Caixa para a Eletrobras, no valor de R$ 2,6 bilhões, não causará nenhum prejuízo à empresa.

“A Eletrobras tem sua programação, que está mantida, e não haverá nenhum prejuízo”. O ministro disse que novos aportes do Tesouro à Conta Desenvolvimento Energético (CDE) estão sendo examinados e serão feitos se for necessário.

Lobão foi questionado sobre se o Ministério da Fazenda tem poder de cancelar o empréstimo acordado entre a Caixa e a Eletrobras. “Ele (o ministro da Fazenda, Guido Mantega) controla o caixa do Tesouro”, afirmou, ressaltando que a Eletrobras pertence ao Tesouro Nacional.

“A Fazenda tem seu direito de participar (das decisões envolvendo a Eletrobras) porque ela é dona da empresa”. O ministro afirmou ainda que a Eletrobras encontrará outra forma para pagar a dívida que possui com o fundo setorial Reserva Global de Reversão (RGR).

Já o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, afirmou que o empréstimo era vantajoso para a companhia.

Na terça-feira, 3, fontes do Ministério da Fazenda informaram que a operação foi cancelada por decisão do ministro Guido Mantega, após ruídos no mercado de que o financiamento tinha objetivo fiscal.

“Esse processo da Caixa era muito bom e tenho esperança de que saia em 2014”, afirmou Zimmermann. “Essa operação bancária beneficiaria a Eletrobras ao trocar um empréstimo com um determinado prazo por outro com prazo maior, carência maior e juros iguais”, acrescentou.

Zimmerman, que é presidente do Conselho de Administração da Eletrobras, negou que haja ingerência de Mantega na estatal. O ministro da Fazenda não integra o Conselho. “Não existe ingerência”, afirmou.

Ele reiterou a possibilidade de a operação ser retomada no próximo ano. “Eu torço para que sim, porque é uma boa operação para a Eletrobras”, explicou. “No mérito, o conselho concorda que era algo vantajoso para as empresas do grupo”.