IPCA para 2016 sobe de 5,94% para 6,05%, projeta Focus

As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também pioraram, passando de 6,11% para 6,24% ante taxa de 5,72% de quatro edições atrás

Brasília – O IPCA de setembro veio em linha com as expectativas e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse, no Peru, que está comprometido com a meta de 2016 a 15 meses de distância da data.

Mesmo assim, as previsões no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta manhã pelo BC, voltaram a subir. Segundo o documento, a mediana para a inflação de 2016 passou de 5,94% para 6,05% – um mês atrás estava em 5,64%.

Esta foi a décima elevação consecutiva. Já as projeções para a inflação deste ano subiram de 9,53% para 9,70%. Há quatro semanas, estavam em 9,28%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado.

Para a inflação de curto prazo, a estimativa para outubro passou de 0,53% para 0,65% – estava em 0,47% quatro semanas atrás. Já a de novembro, passou de 0,55% para 0,57% de uma semana para outra ante taxa de 0,54% verificada há um mês.

As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também pioraram na pesquisa Focus de hoje, passando de 6,11% para 6,24% ante taxa de 5,72% de quatro edições atrás.

Top 5

A elite dos economistas que mais acertam as previsões para a inflação no médio prazo, denominada Top 5 pelo Banco Central, já prevê agora que a instituição não entregará a inflação na meta também no ano que vem.

Pela mediana das estimativas do Relatório Focus, o IPCA do ano que vem terminará em 6,72%.

A meta de 2016 é de 4,5% com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, o que abrigaria uma taxa de até 6,50%.

Houve mudança do grupo que compõe o Top 5 de médio prazo para o IPCA esta semana, mas a alteração era latente, já que a mediana estava em 6,46% no levantamento anterior – em 5,98% quatro edições atrás.

“O compromisso do Banco Central é fazer a reancoragem das expectativas”, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na semana passada, no Peru.

Já para 2015, a mediana das previsões desse mesmo grupo apresentou um comportamento contrário, caindo de 9,66% para 9,61% – obviamente também bem acima do teto da meta deste ano, que tem os mesmos parâmetros da de 2016.

Há quatro semanas, essa mediana estava em 9,37%.