Grécia promove nova greve geral contra cortes de empregos

Esta já é a terceira greve geral do ano e a quinta desde que Tsipras assumiu o poder, em janeiro do ano passado

Atenas – A Grécia vive nesta quinta-feira a terceira greve geral de 24 horas realizada neste ano, convocada pelos principais sindicatos para protestar contra as políticas de austeridade e as mudanças no mercado de trabalho exigidos pelos credores.

Enquanto a maioria do comércio está funcionando, houve interrupções no transporte público, como no caso do metrô, que só funciona desde das 10h às 16h (hora local), e cujo serviço do Aeroporto Internacional de Atenas estará interrompido durante todo o dia.

Os hospitais estão oferecendo apenas serviços básicos e as balsas seguem atracadas nos portos, na sequência de um protesto que começou dias atrás.

Hoje acontece a terceira greve no ano e a quinta desde que o primeiro-ministro Alexis Tsipras assumiu o poder em janeiro de 2015.

O sindicato do setor público ADEDY criticou em comunicado o governo e os credores por ter como único objetivo conseguir “mão de obra ainda mais barata” e o “aumento dos lucros”.

Por sua vez, o sindicato do setor privado GSEE criticou às instituições credoras da Grécia por colocar exigências “não razoáveis” que se “dirigem diretamente contra a essência dos direitos trabalhistas”.

A greve acontece em um período em que o governo e os representantes dos credores negociam uma reforma trabalhista crucial para concluir a avaliação do pacote de resgate do país com pontos de vista completamente opostos.

O governo quer restaurar os convênios coletivos, eliminados em 2012 no marco do pacote de resgate da Grécia, e cujo restabelecimento foi uma das principais promessas de Tsipras nas eleições de 2015.

Já os veículos de imprensa gregos concluíram às 6h (hora local) uma paralisação de 24 horas que fazia parte da greve geral e que foi antecipada para que os jornalistas possam cobrir os protestos de hoje.