G20 pede mais inovação para dinamizar crescimento econômico

"A inovação deve garantir um novo caminho de paz e prosperidade, já que não vale mais confiar só em medidas fiscais e monetárias", afirmou o anfitrião da cúpula

Hangzhou – Os integrantes da Cúpula do G20 pediram nesta segunda-feira a promoção da inovação como ferramenta para dinamizar o crescimento econômico global perante os limites que mostraram as medidas monetárias e fiscais.

“A inovação deve garantir um novo caminho de paz e prosperidade, já que não vale mais confiar só em medidas fiscais e monetárias”, afirmou o anfitrião da cúpula, o presidente da China, Xi Jinping, em declarações à imprensa no final da reunião.

A cúpula dos líderes das principais economias desenvolvidas e emergentes terminou um acordo para tentar revitalizar a economia global oito anos depois do início da crise financeira internacional.

Segundo o presidente da China, o G20 deverá se transformar em um fórum para fomentar o potencial de crescimento da economia global a médio e longo prazos, e servir como mecanismo de resposta às crises e aos riscos em curto prazo.

“A experiência ensina que a velha aproximação de depender unicamente das políticas monetárias e fiscais já não funciona. Temos que voltar a acender o motor do crescimento via inovação”, afirmou Xi.

Neste sentido, o G20 apostou por dar mais peso à ciência e a tecnologia, como motores a uma “quarta revolução industrial” e à economia digital.

Os líderes do Grupo dos Vinte também se comprometeram a impulsionar o comércio e o investimento internacionais, combater o protecionismo, defender os sistemas comerciais multilaterais e reduzir as desigualdades.

Além disso, pactuaram trabalhar para completar a reforma do sistema de cotas e poder de voto do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2010, que dá mais poder aos países emergentes, e em avançar na revisão do conjunto de acionistas do Banco Mundial.

Os membros da cúpula pediram ainda a pronta ratificação e entrada em vigor do Acordo de Paris contra a mudança climática e consideraram que a crise dos refugiados é um problema global. Na frente financeira, decidiram promover o uso da divisa interna do FMI, os Direitos Especiais de Giro (SDR, sigla em inglês).