FMI defende redução de gastos e impostos na Itália

Empossado após meses de instabilidade política, o novo chefe do governo italiano, Enrico Letta, disse que seu país estava "morrendo" devido à austeridade

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aconselhou nesta quinta-feira a Itália a se concentrar em uma redução dos gastos públicos e dos impostos, para que a redução do déficit seja mais favorável ao crescimento, no momento em que o país critica as medidas de austeridade.

“A política orçamentária (na Itália) deve continuar em busca de um equilíbrio estrutural (…). Ao mesmo tempo, o ajuste orçamentário deve favorecer mais o crescimento se orientando para os cortes de gasto e à queda de impostos”, declarou Gerry Rice, porta-voz do FMI.

Empossado após meses de instabilidade política, o novo chefe do governo italiano, Enrico Letta, disse que seu país estava “morrendo” devido à austeridade e apresentou várias medidas para reativar a economia, se comprometendo em respeitar seus compromissos com a Europa sobre o déficit.

O porta-voz do Fundo se negou a precisar “que imposto seria necessário reduzir”, mas disse que qualquer reforma fiscal deve estar inserida em uma “estratégia global” que torne o sistema mais “eficaz e mais equitativo”.

Segundo previsões publicadas na segunda-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) italiano se contrairá 1,4% este ano, mas aumentará 0,7% em 2014 graças a uma recuperação da demanda interna.