EUA estende sanções contra a Rússia por anexação da Crimeia

As sanções proíbem indivíduos ou empresas americanas fazer negócios com as pessoas ou companhias sancionadas

Washington – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aprovou na terça-feira novas sanções econômicas contra seis banqueiros e um empresário russo, assim como contra oito empresas da Rússia, por seu papel no conflito da Ucrânia e pela anexação da península da Crimeia.

Esta decisão acontece um mês antes da saída de Barack Obama do governo americano, onde dará lugar ao magnata Donald Trump, cuja posição nesta matéria é incerto.

Na verdade, seu futuro secretário de Estado, o petroleiro Rex Tillerson, tem vínculos com o Kremlin e é contrário à imposição de sanções contra pessoas e empresas desse país.

Os seis banqueiros sancionados são diretores do Banco Rossiya ou de seus filiais ABR Management e Sobinbank. Os EUA já haviam sancionado anteriormente esta entidade bancária.

O empresário, Yevgeniy Prigozhin, é um prestador de serviços do Ministério da Defesa russo e uma empresa com a qual possui “laços estreitos” é responsável pela construção de uma base militar perto da fronteira com a Ucrânia, de acordo com os EUA.

O Departamento do Tesouro também sancionou oito empresas, algumas delas públicas, por operar na Crimeia.

Duas das empresas sancionadas – Institut Stroiproekt, AO e Karst OOO -, participam da construção da ponte sobre o Estreito de Kerch, um macroprojeto estratégico para o Kremlin que com 4,5 quilômetros de extensão unirá as penínsulas da Crimeia e Taman.

As sanções proíbem indivíduos ou empresas americanas fazer negócios com as pessoas ou companhias sancionadas.

Os EUA também impuseram sanções menores a várias subsidiárias do gigante do gás Novatek e do Banco Agrícola Russo, ambos sancionados em 2014, quando começaram estes castigos por causa da anexação da Crimeia e do apoio do Kremlin aos rebeldes que combatem no leste da Ucrânia.

A decisão de Obama acontece no pior momento das relações entre os EUA e Rússia, após nos últimos dias diversas agências americanas de inteligência consideraram que o Kremlin interferiu nas eleições para favorecer Donald Trump.