Custo Brasil diminui investimento e competitividade, diz FNQ

97% dos entrevistados pela Fundação Nacional da Qualidade acreditam que o custo Brasil é alto e diminui a competitividade das organizações

São Paulo – Para 97% de 127 empresas brasileiras, o custo Brasil é elevado e diminui a competitividade das organizações, segundo pesquisa realizada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). O estudo aponta como entraves a tributação, infraestrutura e sistema educacional – que não acompanham o crescimento do país.

Dentre os entrevistados, 29% acreditam que a tributação cobrada hoje interfere no aumento da produtividade e competitividade das organizações, assim como a burocracia e a legislação trabalhista (14%). O investimento em infraestrutura foi considerado um impeditivo à competitividade das empresas por 13% dos entrevistados. O sistema educacional brasileiro, tanto público como privado, por 12%.

O setor de transporte é o que mais sofre com os altos custos, seguidos dos setores de serviços, energia; agricultura, construção e tecnologia (empatados na pesquisa), segundo a pesquisa.

Para 71% dos entrevistados, o governo não tem se mobilizado de forma efetiva para reduzir o custo Brasil. Para eles, são as empresas que tem tentado resolver a situação. Mas 71% não acreditam que setor empresarial está se mobilizando de forma enfática perante o governo.

Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados apontaram que a ausência de ações planejadas no médio e longo prazo para reduzir o custo Brasil custos afetou significativamente a atratividade do país para novos investimentos, nacionais e estrangeiros.

Para 33% dos entrevistados, ações para reduzir a corrupção no Brasil devem ser tratadas como prioridade pelo governo, assim como investimentos em educação (15%) e revisão das leis trabalhistas (8%).

Para 16% dos entrevistados, as parcerias público-privadas são uma boa estratégia para a melhoria da produtividade. Também para 16%, a participação mais efetiva junto ao governo na formulação de ações pode auxiliar na redução de custos. 14% ainda indicaram o voto consciente como um fator importante