Cúpula dos Brics começa em Goa, na Índia

Com cerca de 43% da população mundial; 30% do PIB do planeta e 17% do comércio global, os Brics querem explorar alternativas de recuperação econômica

Panaji — A VIII Cúpula dos países-membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) começou neste domingo em Panaji, capital do estado indiano de Goa, com um apelo para se reafirmar o papel das economias emergentes para o desenvolvimento mundial.

“Os Brics devem ter um papel em marcar uma direção que apoie nossas aspirações e objetivos comuns”, disse o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no início de uma reunião restrita unicamente para os chefes de Estado e de Governo.

Segundo informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Vikas Swarup, o governante anfitrião disse que o desenvolvimento simultâneo dos países-membros deste mecanismo “é a melhor aposta para o desenvolvimento e crescimento globais”.

“Nossa crescente interdependência significa que nossa marcha rumo à prosperidade econômica não pode se separar do contexto geopolítico emergente”, acrescentou na reunião, que aconteceu depois que os líderes tiraram a tradicional foto oficial.

Modi voltou a tratar na reunião sobre o tema do terrorismo, um assunto que a Índia, como organizador da cúpula anual, colocou no topo da agenda, em meio a novas tensões em suas relações com o Paquistão.

Com cerca de 43% da população mundial; 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta e 17% do comércio global, os Brics querem explorar alternativas de recuperação econômica para voltar a ser mais uma vez motores de desenvolvimento mundial.