Conab reduz previsão para soja e eleva a de trigo

Safra de soja em 2012/13 foi estimada em 81,51 milhões de toneladas, uma redução ante a previsão de abril

São Paulo – A safra de soja do Brasil em 2012/13 foi estimada em 81,51 milhões de toneladas, uma redução ante a previsão de abril, informou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também projetou a colheita de trigo este ano em alta na comparação com a temporada passada.

Em abril, a Conab havia estimado a atual safra de soja em 81,94 milhões de toneladas.

Segundo levantamentos de consultorias, a colheita da oleaginosa está praticamente encerrada em todas as principais regiões produtoras do país.

A estimativa da Conab desta quinta-feira confirma a previsão de uma safra recorde no Brasil, com crescimento de 22,8 por cento ante a colheita de 2011/12 –duramente afetada por uma seca no sul do país–, de 66,4 milhões de toneladas.

Trigo

Em relação ao trigo, a Conab estima que, caso o clima transcorra dentro da normalidade, a produção nacional em 2013 deve atingir 5,14 milhões de toneladas, uma alta de 19,6 por cento ante a safra anterior.

A área plantada com o cereal deve aumentar em 5,9 por cento ante 2012, atingindo 2,007 milhões de hectares em comparação com o 1,895 milhão em 2012.

O aumento da área cultivada seria motivado por uma melhoria dos preços vistos na safra anterior, que repercutiu favoravelmente junto aos produtores.


No Paraná, onde há uma forte competição por área de plantio com o milho da segunda safra, o trigo aparece como favorito dos produtores, com uma área de 855 mil hectares.

Trata-se de um aumento de 10,5 por cento em relação à safra anterior, que foi a menor área plantada com o cereal desde a década de 1980. No Paraná, a lavoura já conta com aproximadamente 15 por cento da área plantada, em bom estado de evolução.

O Paraná enfrenta dificuldades com chuvas insuficientes para o plantio do cereal neste ano, mas por enquanto a recuperação esperada no tamanho da safra no Estado não está ameaçada, disseram especialistas.

No Rio Grande do Sul, a área plantada deve ficar em 1,01 milhão hectares, um aumento de 3,5 por cento em relação ao plantio do ano anterior, com os produtores estimulados pelos bons preços vistos na temporada passada, pelo apertado quadro de oferta e demanda local e pela possibilidade de problemas na produção dos principais fornecedores internacionais.

Somando-se a isso, a oferta de novas culturas mais resistentes a doenças e com maior potencial produtivo contribuem para que os produtores apostem neste cereal na safra 2013.

Nestes dois principais Estados produtores, o comportamento do clima será crucial para determinar o sucesso de tal estratégia.