China promete conter níveis da dívida corporativa

Segunda maior economia do mundo provavelmente cresceu cerca de 6,7 por cento no ano passado

Pequim – A China prometeu nesta terça-feira conter os altos níveis da dívida corporativa e cortar ainda mais o excesso de capacidade de carvão e aço, numa tentativa de Pequim de manter um crescimento econômico sólido e mais equilibrado enquanto evita bolhas de ativos.

A segunda maior economia do mundo provavelmente cresceu cerca de 6,7 por cento no ano passado, dentro da faixa determinada pelo governo como meta, mas enfrenta crescentes incertezas em 2017, disse o chefe da agência de planejamento estatal do país em entrevista à imprensa.

O crescimento do crédito na China tem sido “muito rápido” segundo os padrões globais, e sem uma estratégia abrangente para lidar com a dívida existe um crescente risco de crise bancária ou crescimento muito mais fraco, ou ambos, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro.

“Embora a economia doméstica esteja estável e melhorando, ainda enfrenta contradições e problemas”, disse Xu Shaoshi, principal autoridade da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

“Temos a confiança, condições e capacidade para garantir que a economia opere dentro de uma faixa razoável.”

Xu afirmou que a China não permitirá que a dívida de empresas não financeiras suba além dos níveis atuais, e vai ampliar os esforços para encorajar empresas a reestruturar suas dívidas. A dívida corporativa da China saltou para 169 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Os líderes chineses devem aceitar um crescimento este ano de cerca de 6,5 por cento, disseram fontes.

Isso daria ao governo em teoria mais espaço para se concentrar em lidar com a dívida do país, e em conter a especulação que foi vista no ano passado nos mercados imobiliário, de commodities e de dívida.

Depois de um difícil início de 2016, a economia da China teve desempenho melhor do que muitos economistas esperavam diante dos gastos mais altos do governo em infraestrutura, avanço do setor imobiliário e empréstimos recordes de bancos estatais, o que alimentou um boom da construção.