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Aviação | 08/02/2012 18:11

Receio do mercado não põe em risco obras nos aeroportos leiloados

Especialista em transporte aéreo diz que consórcio vencedor da concessão de Guarulhos tem “costas imensamente largas” para resolver problemas financeiros

Eduardo Tavares, de
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Divulgação

Aeroporto de Guarulhos

Professor Jorge Leal afirma que a reação do mercado não põe em risco as obras nos aeroportos

São Paulo – O mercado financeiro reagiu ao resultado do leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos e Campinas. As ações da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), empresa que integra o consórcio que arrematou Viracopos, caíram 13% nos dois dias que seguiram o do leilão. Além disso, a agência de classificação de risco Fitch colocou sob observação negativa as notas de crédito da TPI e da Invepar, que levou o aeroporto de Cumbica.

Entretanto, para o engenheiro e professor de Transporte Aéreo e Aeroportos da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Leal de Medeiros, esta reação não representa necessariamente um risco à execução das obras nestes aeroportos dentro do prazo determinado.

No caso da Invepar, Medeiros afirma que a empresa tem “costas imensamente largas” que a ajudarão a cobrir eventuais necessidades financeiras. “De fato, o valor de outorga foi bem alto, mas, gostando ou não, ela pertence aos três maiores fundos de pensão do país. Não lhe falta estofo”, afirmou.

A Triunfo, por sua vez, já garantiu que tem limite operacional de crédito aprovado no BNDES para participar dos investimentos em Viracopos, e 1,6 bilhão de reais disponível no mercado de seguro garantia para o empreendimento.

Depois de uma teleconferência realizada hoje pela Triunfo com investidores e analistas do mercado, as ações da companhia voltaram a subir e chegaram à máxima de 6,01%.

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