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Ricardo Teixeira, presidente da CBF
São Paulo - A complicada e pouco avançada preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 não passa despercebido da mídia internacional. Desta vez foi a revista britânica The Economist a criticar o papel até agora desempenhado pelo Brasil com país-sede, em sua edição desta semana.
Mas a publicação não falou apenas de infraestrutura. Sua reportagem escolheu destacar as investigações de corrupção contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa 2014, Ricardo Teixeira. O dirigente é criticado pelo seu currículo passado e pelos “gols contra” que comete. "Enquanto o Brasil espera melhorar sua imagem com a Copa do Mundo de 2014, a CBF está cercada de irregularidades", disse o texto.
A revista diz ainda que a presidente Dilma tem motivos para se preocupar com a Fifa. "Justo quando ela está fazendo uma 'faxina' em seu governo contra a corrupção, a Copa está sendo comandada por uma das maiores manchas do futebol", diz trecho direcionado a Teixeira.
A reportagem cita denúncias já divulgadas por órgãos de mídia contra o presidente da CBF, como a afirmação do dirigente britânico David Triesman de que Teixeira pediu dinheiro em troca de seu voto em favor da candidatura da Grã-Bretanha para a Copa de 2018.
O dirigente é chamado ainda de "protegido" e "comparsa" de João Havelange por suposto suborno. A reação de Teixeira às acusações, publicadas à época na revista Piauí, também foram lembradas: ele classificou a imprensa brasileira como “vagabunda” e a ameaçou. “Em 2014, posso fazer a maldade que for. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada”, afirmou o cartola.
A publicação diz ainda que está claro que as melhorias prometidas aos sistemas de transportes do país não devem ter grande impacto. A revista afirma que dos 49 projetos de planejamento de sistema urbano, apenas nove estão em andamento. "O único país a ter passado pelas fases finais de cada uma das copas do mundo, o Brasil deveria se sentir mais à vontade sobre a competição de 2014. Mas ele está longe disso", pontua a revista.
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