Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Violência | 04/02/2012 17:55

Sobe para 55 total de mortes na BA durante greve da PM

De acordo com o governador Jacques Wagner, há grevistas envolvidos na onda de saques e assassinatos que toma o estado

 Comentários (1) Views (871)
Salvar notícia

Getty Images

Bahia

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia confirmou o número de 55 mortes desde que começou a greve

São Paulo - A Secretaria de Segurança Pública da Bahia confirmou mais dois homicídios neste sábado, elevando para 55 o número de mortes ocorridas desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira. O policial civil João Carvalho Filho, de 32 anos, estava sacando dinheiro em um caixa eletrônico instalado no estacionamento de um supermercado na Avenida ACM, quando foi alvejado por ladrões. Os bandidos levaram a sua arma e fugiram.

A outra vítima é Evandro Dias Pereira, de 29 anos, que foi baleado no bairro Lobato e levado para o Hospital do Subúrbio. Na madrugada deste sábado, o corpo de um homem, ainda não identificado, foi localizado no bairro periférico de Canabrava.

Autoridades - O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse acreditar na participação de policiais militares grevistas em homicídios e saques ocorridos em Salvador nas últimas horas. Desde terça-feira, o estado sofre com a paralisação parcial da Polícia Militar (PM). "Parte dos crimes pode ser parte da operação montada, da tentativa de criar um clima de desespero na população para fazer o governo sucumbir. Uma tentativa de guerra psicológica, como ocorreu recentemente em outros estados, como o Maranhão e o Ceará", disse o governador, neste sábado. "Não tenho dúvida que parte de tudo isso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento."

O governador também negou a possibilidade de anistia dos policiais militares que tiverem cometido atos de vandalismo ou violência durante a paralisação. A anistia é um dos itens da pauta de reivindicações tanto dos PMs grevistas - cerca de um terço da corporação, de 32.000 homens -, quanto dos que continuam trabalhando. "Não existe essa possibilidade, não vejo como anistiar, perdoar, o que quer que seja", disse. "Isso seria como eu dizer a outros criminosos que amanhã eles podem ser anistiados."

Segundo Wagner, a Justiça baiana já expediu mandados de prisão para doze lideranças da greve - outros quatro já foram pedidos. "Tenho certeza que a determinação judicial será cumprida", afirmou. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou ao estado neste sábado, colocou a disposição presídios federais de segurança máxima para encaminhar os policiais militares que tenham cometido algum crime durante a mobilização. Cardozo chegou acompanhado da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.

Comentários (1)  

Eliomar Torres

Os policiais erram ao deixar que o terror tome conta da população e o governo do sr Jaques Wagner ( que...

05.02.2012 | Ler comentário completo |  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados