Aguarde...
ParalisaçãoGreve da polícia no Rio de Janeiro e na Bahia ameaça Carnaval
BahiaComandante da PM de Salvador diz que fim da greve está decretado
ClimaForte nevoeiro fecha Aeroporto Santos Dumont, no Rio
GreveComando da PM do Rio nega paralisação de serviços ao cidadão
DoençasPesquisa aponta novo perfil da Aids em SP
PoliciaisOficiais da PM decidem não aderir à greve na Bahia
SegurançaPM tem problemas com grevistas no interior do Rio
Nova grevePoliciais e bombeiros do Rio decidem parar à 0h desta sexta-feira
InsegurançaApós reunião, policiais decidem manter greve na Bahia
A reforma em curso: cadeiras azuis são retiradas para permitir a elevação de cinco metros do anel inferior
São Paulo - Quando o último torcedor cruzar o portão ao fim do jogo entre Flamengo e Santos, neste domingo, o Maracanã entrará no mais longo e transformador recesso de seus 60 anos. Por 27 meses - mais que os 22 necessários para a construção - operários, engenheiros e máquinas vão ocupar o templo das torcidas.
A promessa é de que, no final de 2012, o gigante de concreto deixe de ser, como define a secretária de Esportes do estado do Rio, Márcia Lins, "um campo cercado de arquibancadas". Era este o conceito quando o Estádio Mário Filho foi concebido, para receber a Copa de 1950. A lógica, agora, é a de proporcionar conforto ao público, o que exige uma transformação radical.
O desafio é modernizar o Maracanã fazendo com que ele continue sendo o Maracanã. A geometria original, que faz com que o gigantesco anel seja um dos pontos de visitação do Rio por terra e pelo ar, em passeios de helicóptero, será mantida. A única diferença nesse aspecto será a ampliação da cobertura, que, por exigência da FIFA, deve atingir 100% das áreas de torcida. Uma estrutura metálica circular vai sustentar a malha flexível que protegerá os torcedores da chuva e do calor.
Mas, como defende Márcia, a 'joia' do futebol brasileiro não pode perder sua identidade. "Nosso desafio é criar um novo Maracanã conservando uma alma de 64 anos", define, citando a idade que o estádio terá no mundial de 2014. As transformações ao longo do tempo fizeram com que parte dessa alma se perdesse.
Se o projeto de 705 milhões de reais cumprir o prometido, a modernidade, que transformará a ida ao estádio em algo como a visita a um museu, ou um passeio no shopping, vai reencontrar a tradição daquele que já foi "o maior do mundo". Uma das tradições que a reforma pretende resgatar é o uso das rampas monumentais, atualmente desativadas. Desde que foram construídos os camarotes na parte de cima do anel, as rampas deixaram de ser usadas.
Arquibancadas - Na última quinta-feira, restavam poucas unidades das cadeiras azuis que, na reforma de 2000, foram instaladas no espaço que já foi a "geral". Quando a reforma estiver concluída, os dois níveis da torcida vão se encontrar, separados apenas por uma linha de camarotes. A parte de baixo, onde ficavam as cadeiras azuis, será elevada em cerca de cinco metros. A parte de cima vai avançar 12 metros em direção ao campo.
"O torcedor vai ver o jogo de posição privilegiada e, como nos estádios americanos e europeus, vai ficar muito mais perto do campo, explica o secretário estadual de Obras, Hudson Braga. O padrão de visibilidade exigido pela FIFA determina que todos os espectadores possam enxergar sobre a cabeça do torcedor sentado duas fileiras à frente, em uma linha reta.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação