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Segurança | 08/02/2012 21:38

Policiais do Rio ameaçam entrar em greve na sexta-feira

Lideranças do estado visitam Salvador e estão articuladas com sindicatos de Brasília. Objetivo do grupo é tentar nacionalizar discussão sobre salários

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Marcello Casal Jr./ABr

Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro

Nesta terça-feira, viaturas da PM fluminense entregaram, em delegacias da Polícia Civil, cartazes convocando para a assembleia do dia 9, às 18h

Rio de Janeiro - No momento em que a greve em Salvador atinge sua tensão máxima, policiais e bombeiros do Rio de Janeiro ameaçam cruzar os braços na próxima sexta-feira – a uma semana do carnaval e em um período em que a cidade está repleta de turistas. Assim como na Bahia, o que está em jogo no Rio é um impasse nas negociações sobre reajuste de salários. Representantes de três categorias estão em contato permanente para articular os próximos passos da manifestação. Bombeiros e policiais civis e militares definirão na quinta-feira, em uma assembleia na Cinelândia, no Centro do Rio, se entrarão em greve- apesar de isso já ser dado como certo pelas lideranças. O objetivo dos manifestantes será o de levar 100 mil pessoas à praça, usando, para isso, famílias dos servidores.

Nesta terça-feira, viaturas da PM fluminense entregaram, em delegacias da Polícia Civil, cartazes impressos em papel tamanho A4 convocando para a assembleia do dia 9, às 18h. "Juntos somos fortes", diz o cartaz, que tem, nesta frase, as letras "O" substituídas por emblemas das três instituições (bombeiros, PM e Polícia Civil).

Uma comitiva com bombeiros e policiais civis viajou nesta terça-feira para a Bahia com o objetivo de encontrar com os manifestantes de Salvador. Entre os líderes do Rio, desembarcou em Salvador o cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros, principal autor da série de protestos ocorrida em 2011. A onda vermelha no estado teve como seu primeiro ato a invasão ao Quartel General. A partir daí, ocuparam as escadarias da Alerj, onde passou a ser um ponto de resistência. “Eles (policiais baianos) nos ligam todos os dias”, diz cabo Laércio Soares, do Grupamento Marítimo dos Bombeiros, que também esteve à frente dos movimentos da corporação por aumento salarial, em 2011. A garantia dada pelas lideranças fluminenses é de que ninguém pegará em armas e não serão repetidas ações como a invasão de prédios públicos – como houve no ano passado. “Somos mansos, pacíficos e ordeiros. Não iremos buscar confronto, mas dignidade”, afirma Laércio.

A rede de comunicação entre os militares ultrapassa a rota Rio-Bahia. Espírito Santo, Brasília e Ceará também fazem parte da teia de apoio. E às lideranças do Rio de Janeiro chegou a informação de que os brasilienses também pensam em entrar em greve ainda esta semana. O que une os policiais em interesse, mas ainda não em um movimento efetivo de reivindicação, é a PEC 300, que prevê equiparação salarial com os militares de Brasília - o maior valor do Brasil. Os manifestantes já cogitam a articulação de uma entidade nacional para expandir os protestos.

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