Aguarde...
ObrasSomente 5% das obras da Copa estão concluídas, diz governo
Caos urbanoMetrô e grevistas fazem acordo e greve pode acabar hoje
ParalisaçãoGreve na CPTM deixa 850 mil paulistanos sem transporte
SalárioMetrô de SP oferece reajuste de 6%, informa TRT
DoençasCeará confirma quinta morte por gripe suína
TransporteApenas linha 5-Lilás opera normalmente, diz metrô
GrevistasMetroviários farão reunião no TRT nesta quarta-feira
São PauloMulher é presa durante manifestação na zona leste
TravadaCongestionamento em SP chega a 202 quilômetros
Com greveCongestionamento em SP já é o segundo maior do ano
Soldados da Força Nacional na Bahia: greve mostra os problemas da polícia, dizem analistas
Rio de Janeiro - A greve dos policiais na Bahia reflete o mal-estar de uma corporação historicamente mal paga e coloca em evidência a necessidade de modernizar esta força que ainda utiliza métodos herdados da ditadura militar (1964-1985), segundo analistas.
Na terça-feira, as negociações para pôr fim à greve fracassaram, em meio ao cerco militar aos cerca de 200 policiais entrincheirados há uma semana no Assembleia de Salvador.
A paralisação da Polícia Militar gerou uma onda de saques, incêndios e mais de 120 assassinatos em nove dias, mais do que o dobro da semana anterior, o que obrigou o governo brasileiro a enviar tropas para garantir a segurança do estado.
Estes policiais militares armados (a PM) prometeram "resistir" se forem desalojados à força. Mais de mil soldados cercam a Assembleia desde domingo.
O Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo - cerca de 40 mil por ano, segundo o Ministério da Justiça -, dois terços cometidos com armas de fogo. A esta violência soma-se a impunidade dos criminosos e a corrupção policial.
"No Brasil, o policial é mal pago e isto abre caminho para a corrupção. Está mal preparado e é violento e isso gera muito medo na população. Não foi educado para a democracia, continua sendo um produto da ditadura militar", disse à AFP Walter Maiorevitch, ex-secretário nacional antidrogas.
"O Brasil não pode ainda garantir a segurança pública em um Estado federal. São 27 estados dotados de seus próprios organismos policiais e judiciais que não se comunicam entre eles", acrescentou Maiorevitch.
Existem três tipos de forças de segurança no Brasil: a Polícia Federal (PF) - com melhor formação e mais bem remunerada - e as polícias Civil e Militar de cada um dos 27 estados.
Um projeto de unificação das polícias Civil e Militar aguarda há anos na Câmara.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação