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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou ao estado neste sábado
São Paulo - O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse acreditar na participação de policiais militares grevistas em homicídios e saques ocorridos em Salvador nas últimas horas. Desde terça-feira, o estado sofre com a paralisação parcial da Polícia Militar (PM). "Parte dos crimes pode ser parte da operação montada, da tentativa de criar um clima de desespero na população para fazer o governo sucumbir. Uma tentativa de guerra psicológica, como ocorreu recentemente em outros estados, como o Maranhão e o Ceará", disse o governador, neste sábado. "Não tenho dúvida que parte de tudo isso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento."
O governador também negou a possibilidade de anistia dos policiais militares que tiverem cometido atos de vandalismo ou violência durante a paralisação. A anistia é um dos itens da pauta de reivindicações tanto dos PMs grevistas - cerca de um terço da corporação, de 32.000 homens -, quanto dos que continuam trabalhando. "Não existe essa possibilidade, não vejo como anistiar, perdoar, o que quer que seja", disse. "Isso seria como eu dizer a outros criminosos que amanhã eles podem ser anistiados."
Segundo Wagner, a Justiça baiana já expediu mandados de prisão para doze lideranças da greve - outros quatro já foram pedidos. "Tenho certeza que a determinação judicial será cumprida", afirmou. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou ao estado neste sábado, colocou a disposição presídios federais de segurança máxima para encaminhar os policiais militares que tenham cometido algum crime durante a mobilização. Cardozo chegou acompanhado da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.
Foi transportado para a Bahia, diz o ministrro, por determinação da presidente Dilma Rousseff, que decretou situação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o estado, o maior contingente de forças federais já utilizados em operações do gênero no país. "São mais de 3.000 homens das Forças Armadas para dar tranquilidade ao povo baiano e para fazer com que o estado de Direito prevaleça", afirmou Cardozo. "Estando sob estado de Garantia de Lei e Ordem, qualquer depredação de equipamento configura crime federal. A Polícia Federal está orientada fazer com que as transgressões à lei sejam apuradas e punidas com o máximo rigor."
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jonas juraski
esses policiais tem de ser tratados com todo o rigor da lei e presos imediatamente pois todo mundo sabe...
04.02.2012 | Ler comentário completo |