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Capitalização | 02/09/2010 16:17

Petrobras pode ter pago caro demais, diz Economist

Revista britânica faz críticas e cita proximidade das eleições

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Luís Artur Nogueira, de

Presidente Lula ao extrair a primeira leva de óleo do pré-sal

The Economist: Lula destaca oportunidades que a riqueza do pré-sal trará

São Paulo - A nova edição da revista The Economist, que chega às bancas nesta quinta-feira (2), traz uma reportagem com críticas ao processo de capitalização da Petrobras.

"A gigante de petróleo do Brasil pode ter pago caro demais pelo barril", diz o texto, que menciona as dificuldades que a Petrobras deve encontrar para extrair o óleo da camada pré-sal. "A BP descobriu isso no Golfo do México."

A publicação lembra que a definição do preço do barril aconteceu com dois meses de atraso e diz que o valor de 8,51 dólares ficou acima dos seis dólares considerados razoáveis pelos analistas do mercado. "O preço do barril do petróleo é de 74 dólares na superfície, mas vale muito menos embaixo da terra", explica a Economist.

A revista citou ainda a insatisfação dos minoritários e o possível aumento da participação do governo na empresa após o processo de capitalização. Além disso, "o governo insiste que 65% dos contratos tenham que ir para empresas brasileiras."

A falta de mão-de-obra qualificada para o setor é citada na reportagem assim como a briga pelos royalties envolvendo cidades e estados. "Os estados produtores estão irritados com a transferência de suas riquezas para estados mais pobres do norte", diz a revista.

A proximidade das eleições presidenciais também foi destacada na matéria. "O governo brasileiro estava ansioso para evitar acusações de vender o país por um valor pequeno. O presidente Lula tem destacado as oportunidades que a riqueza do pré-sal trará, com investimentos em infra-estrutura, educação e habitação. Mas, primeiro o óleo precisa jorrar e isso significa fluir dinheiro privado para a Petrobras", conclui a reportagem.

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