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Habitação | 26/04/2011 08:21

Os ajustes necessários para o programa Minha Casa, Minha Vida deslanchar

Presidente do Secovi-SP diz que o programa habitacional do governo está em uma encruzilhada

Luís Artur Nogueira, de
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Ricardo Stuckert/Presidência da República

Residencial Casas do Parque do Programa Minha Casa, Minha Vida em Campinas

2ª etapa do Minha Casa, Minha Vida tem meta de construir 2 milhões de residências até 2014

São Paulo – Uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida precisa de alguns ajustes para voltar a deslanchar, na avaliação do presidente do Secovi-SP, João Crestana.

A primeira versão do programa, criado em 2009, atingiu a meta de financiar um milhão de moradias até o final de 2010 (oficialmente foram 1.005.028 unidades habitacionais financiadas).

Já a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, lançada em dezembro do ano passado, tem o objetivo de construir dois milhões de unidades até o fim do governo Dilma, em 2014. Desse total, 60% serão para famílias com renda de até três salários-mínimos, que terão subsídio integral.

“A meta é totalmente factível, mas são necessários alguns ajustes no programa, que está numa encruzilhada”, diz Crestana. Entre as alterações sugeridas, a mais premente é a atualização no preço dos imóveis populares pago pela Caixa Econômica Federal às construtoras, que permanece congelado desde o início do programa. Neste segmento (renda mensal de até R$ 1.395,00), o banco estatal compra a casa e repassa às famílias com subsídio de até R$ 23 mil reais.

“Nesse período, o mercado imobiliário teve valorização de 15% a 25%, dependendo do local, chegando a 35% em São Paulo”, diz o presidente do Secovi-SP. “Para essa faixa de renda (até R$ 1.395,00), o programa está parado, aguardando um alinhamento de preços prometido para junho.” O empresário sugere a redução do subsídio nas grandes cidades, além do aumento do valor do imóvel. “Em tese, as famílias ganham mais nessas cidades e podem pagar uma prestação um pouco maior.”

A tabela em vigor desde o início do programa prevê, por exemplo, o valor máximo de R$ 52.000,00 para um apartamento em São Paulo. No Rio de Janeiro, o teto é de R$ 51.000,00 e, em Porto Alegre, de R$ 45.000,00 (veja tabela completa no final da matéria).

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