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Gestão empresarial na escola Unidos da Tijuca, campeã do carnaval carioca, é inovadora na classe
Felizmente, reduzir o Brasil a algo como “país do samba e do futebol” é algo em desuso. Mas, por sua abrangência e intensidade, as duas paixões nacionais bem que merecem tratamento melhor daqueles que as organizam. Encerrado o Carnaval, e a um ano e meio da Copa do Mundo de 2014, o cenário é o seguinte: em São Paulo, o desfile das escolas de samba virou caso de polícia, depois da invasão da área de apuração do resultado; no Rio, a liga das escolas do grupo de acesso foi descredenciada, devido a uma polêmica sobre manipulação de resultados; e, no Brasil todo, a dor de cabeça dos dirigentes é o mar de lama em que está mergulhado o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.
O respeito ao esporte e à tradição momesca não se faz necessário somente pela deferência que dirigentes e gestores públicos poderiam – e deveriam – ter com a bola e o samba. As duas atividades são indústrias milionárias que, inexplicavelmente, mantiveram-se à margem da profissionalização. Dentro das escolas de samba, o comando historicamente foi de banqueiros do jogo do bicho, que exploram e financiam as apresentações.
Desfrutando de poder econômico e prestígio social, os bicheiros construíram o Carnaval que os sambistas gostam de chamar de o maior espetáculo da Terra. Particularmente no período que antecede a folia, o público ignora as atividades principais dos ‘patronos’ cuja feição criminosa só vem à tona quando a polícia resolve fazer seu trabalho. Invariavelmente, com alguns deles presos.
Os anos recentes mostraram o que acontece quando o carnaval é levado a sério. Alçada à condição de potência inovadora do Carnaval, a Unidos da Tijuca, que conquistou na Quarta-Feira de Cinzas o seu terceiro campeonato, é uma espécie de embrião da mudança. A escola do carnavalesco Paulo Barros tem como trunfo uma gestão empresarial, com departamento de marketing e captação de patrocínios.
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