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IPI maior | 20/09/2011 11:57

Importadores de máquinas temem protecionismo do governo

“Quem nos garante que esta postura protecionista não será empregada para resguardar outros setores da competição dos produtos importados?”, questiona associação do setor

Luís Artur Nogueira, de
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Egberto Nogueira/VEJA

Contêineres de importação em Santos

Contêineres de importação em Santos: setor de máquinas está preocupado

São Paulo – A alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros importados causou preocupação nos importadores de bens de capital, que temem sofrer o mesmo problema.

Na semana passada, o governo federal anunciou a elevação em 30 pontos percentuais da alíquota do IPI para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional.

“Quem nos garante que esta postura protecionista não será empregada para resguardar outros setores da competição dos produtos importados”, diz Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI).

“O governo demonstrou falta de sensibilidade ao alterar as regras da importação de automóveis sem se preocupar com os importadores que estão com estoques elevados e veículos já embarcados para o país”, diz o executivo.

O presidente de ABIMEI reconhece que o setor de máquinas importadas pode até ser beneficiado no curto prazo com um possível aumento de investimentos das montadoras em equipamentos mais modernos, mas “a medida (do governo) configura-se como a volta ao passado do protecionismo e a prática comum de aumento de impostos”.

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