Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Rio de Janeiro | 10/02/2012 21:03

Grevistas e estado travam guerra de versões

Policiais chegaram a anunciar exoneração de comandantes - o que não ocorreu. Governo do estado informa que funcionamento de delegacias está normalizado, mas agentes só aceitam registrar ocorrências graves

 Comentários (0) Views (333)
Salvar notícia

Marcello Casal Jr./AGÊNCIA BRASIL

Policial caminha por beco no Rio de Janeiro

O movimento caminha mais para um “estado de greve” do que para um embate público, como ocorreu na desastrosa greve de Salvador

São Paulo - Grevistas e autoridades de segurança do Rio travam, no primeiro dia de paralisação parcial de policiais e bombeiros, uma guerra de versões sobre a adesão ao movimento e os efeitos para a população. O movimento caminha mais para um “estado de greve” do que para um embate público, como ocorreu na desastrosa greve de Salvador.

A adesão à paralisação não foi capaz, felizmente, de causar grandes transtornos à cidade, o que possibilitou, por exemplo, que o estado não acionasse o reforço de 14 mil homens do Exército, oferecido pelo governo federal e acordado com o Comando Militar do Leste.

Líderes do movimento grevista e governo do estado ganharam tempo. Se não há transtornos visíveis, é possível reavaliar a extensão e os efeitos da greve. Mas a manutenção de um quadro de efetivos reduzidos nas polícias e nos bombeiros pode ser danosa. Alguns dias sem funcionamento normal nas delegacias representa alguns milhares de ocorrências simples sem registro – com desgastes de imagem para os policiais e para o estado. No caso da Polícia Militar, a duração prolongada de um cenário com efetivo reduzido, com a cidade cheia de turistas, cria uma oportunidade para crimes de rua.

Se não é possível quantificar a adesão com precisão, no caso da Polícia Militar, que trabalha basicamente em rondas e pontos fixos das cidades, há sinais importantes. Uma fotografia do interior do 18º BPM (Jacarepaguá) mostra que, durante a sexta-feira, o pátio ficou repleto de viaturas que deveriam estar policiando o bairro. O policial militar está em situação mais vulnerável. Como respondem aos códigos militares, podem ser detidos ou presos por motivos simples, o que dá aos comandantes capacidade de punir com extrema rapidez.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados