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Paralisação | 10/02/2012 23:15

Greve da polícia no Rio de Janeiro e na Bahia ameaça Carnaval

As autoridades garantem que, se for necessário, o Exército patrulhará as duas cidades, onde 850.000 turistas são esperados

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Marcello Casal Jr/ABr

Manifestantes protestam com exibição de faixas do lado de fora da assembleia Legislativa, sobre o cancelamento do carnaval e a continuidade da greve, que entra no 9º dia consecutivo

Manifestantes protestam sobre a continuidade da greve: o movimento pode ser ampliado com a possível adesão dos oficiais

São Paulo - A greve parcial de policiais e bombeiros do Rio de Janeiro decretada nesta sexta-feira soma-se à de seus companheiros da Bahia e ameaça o Carnaval, mas as autoridades garantem que, se for necessário, o Exército patrulhará as duas cidades, onde 850.000 turistas são esperados.

Centenas de policiais civis, policiais militares (PM) e bombeiros do Rio votaram a favor da greve levantando as mãos na noite de quinta-feira, em uma assembleia pública realizada na Cinelândia a uma semana do início do Carnaval, uma das maiores festas do mundo.

Apesar disso, a situação nas ruas do Rio era de normalidade nesta sexta-feira, e tanto a polícia como os bombeiros não foram afetados de forma significativa pela greve, segundo os comandos das duas corporações.

Um total de 17 policiais do Rio de Janeiro foram presos na sexta-feira pela greve convocada com os bombeiros, informou à AFP a Polícia Militar (PM), corrigindo a cifra anterior de 59 detidos informada mais cedo por uma autoridade da instituição.

Dez dos 11 oficiais que tinham mandado de prisão emitido pela Justiça foram presos e levados a uma prisão de segurança máxima na cidade, disse a Secretaria de Segurança do Rio.

Além disso, outros sete policiais foram presos em seus próprios batalhões por "desobediência". Outros 14 policiais serão alvo de processos administrativos, completou a secretaria.

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