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Paralisação | 10/02/2012 13:25

Greve da polícia no Rio de Janeiro e na Bahia ameaça Carnaval

No entanto, as autoridades garantem que, se for necessário, o Exército patrulhará as duas cidades durante a festa

Laura Bonilla, da
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Marcello Casal Jr/ABr

Manifestantes protestam com exibição de faixas do lado de fora da assembleia Legislativa, sobre o cancelamento do carnaval e a continuidade da greve, que entra no 9º dia consecutivo

O protesto no Rio se soma ao iniciado há dez dias pela Polícia Militar da Bahia, que provocou uma onda de violência com um registro de mais de 120 mortos

Rio de Janeiro - A greve de policiais e bombeiros do Rio de Janeiro decretada nesta sexta-feira soma-se à de seus companheiros da Bahia e ameaça o Carnaval, mas as autoridades garantem que, se for necessário, o Exército patrulhará as duas cidades, onde milhares de turistas são esperados.

Centenas de policiais civis, policiais militares (PM) e bombeiros do Rio votaram a favor da greve levantando as mãos na noite de quinta-feira, em uma assembleia pública realizada na Cinelândia a uma semana do início do Carnaval, uma das maiores festas do mundo.

Apesar disso, a situação nas ruas do Rio era de normalidade nesta sexta-feira, e o Comando da PM do Rio afirmou que todas as suas unidades estão trabalhando.

"O Comando da Polícia Militar informa que todas as suas unidades estão em pleno funcionamento, contando inclusive com o apoio de policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Batalhão de Choque nas patrulhas", indicou o comando da Polícia Militar em um comunicado.

"Não há paralisação de nenhum tipo de serviço para o cidadão. A Polícia Militar reitera seu compromisso com a segurança da população do Rio de Janeiro", acrescentou a nota.

O coronel da PM Frederico Caldas disse à rádio CBN que "foram emitidos 11 mandatos de prisão para os principais líderes do movimento" de protesto no Rio.

"Haverá uma resposta dura (...) para os policiais que cruzarem os braços. É inaceitável que rompamos o juramento que fizemos de proteger a sociedade", disse Caldas.

"Um grupo de policiais anunciou uma greve, mas não são todos (...) O Carnaval será realizado normalmente, e por enquanto não há necessidade de reforços das Forças Armadas", disse à AFP uma porta-voz da PM do Rio que quis se identificar apenas como "a soldado Carini".

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