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Impostômetro registra 1 trilhão de reais: marca será atingida na próxima terça-feira
São Paulo – O debate sobre a recriação da CPMF ressurge de tempos em tempos como a solução para os problemas da saúde no Brasil. Os governantes argumentam que a falta de recursos impede um salto na qualidade do atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde.
No entanto, os números crescentes de arrecadação deixam no ar a sensação de que o principal problema da saúde não é a escassez de dinheiro. A CPMF (a letra "P" significava "provisória") existiu durante 10 anos e nem por isso houve grandes transformações nesta área.
A contribuição foi extinta no fim de 2007 e, desde então, ao contrário do que dizia o governo Lula, a arrecadação tributária não perdeu fôlego. Na próxima terça-feira, por volta das 11 da manhã, o Impostômetro vai cravar um trilhão de reais pagos pelos brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais neste ano.
A marca será atingida em tempo recorde, e 2011 tem tudo para registrar a maior arrecadação tributária da história do país. (veja quadro na próxima página)
“Depois da eliminação da CPMF, a arrecadação inclusive aumentou”, diz Ulisses Ruiz de Gamboa, professor da USP e economista da Associação Comercial de São Paulo. “A CPMF prejudica consumidores e produtores que dependem de crédito. É um imposto regressivo na medida em que pesa mais sobre quem ganha menos.”
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