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Decisão unânime da equipe de Meirelles interrompe ciclo de alta de juros iniciado em abril
São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na noite desta quarta-feira (1/09), interromper o ciclo de alta da taxa básica de juros. A autoridade manteve, por unanimidade, a Selic em 10,75% ao ano.
A reunião desta quarta-feira encerrou um ciclo de aumento iniciado em abril, quando o BC elevou os juros em 0,75 ponto percentual. Em junho, houve novo aumento na mesma proporção. No mês seguinte, o banco reduziu o ritmo e reajustou a Selic em 0,5 ponto percentual. Nesta noite, novamente o BC colocou o pé no freio e optou por não reajustar a taxa.
Economistas calculam que o efeito dos juros na economia real tenha uma defasagem de seis a nove meses. Portanto, a interrupção no ciclo de alta mostra que, para a autoridade monetária, expectativas inflacionárias do ano que vem se acomodaram à meta, que é de 4,5%.
Após o término da reunião, o Banco Central emitiu o seguinte comunicado:
"O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés. Ao mesmo tempo em que não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo, o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião. Nesse contexto, o Comitê avalia que, neste momento, a manutenção da taxa de juros básica no nível estabelecido em sua reunião de julho proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas."
A ata do Copom, que traz detalhes sobre os motivos que levaram os diretores a optar pela elevação, será divulgada na quinta-feira que vem (9/9). O documento é analisado com lupa pelos economistas, que buscam pistas sobre os próximos passos do Banco Central. A próxima reunião será realizada nos dias 19 e 20 de outubro.
Leia mais: Para empresários, fim do ciclo de alta dos juros foi tardio
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