Aguarde...
ReivindicaçõesMédicos temem por redução de salário e protestam
ParalisaçãoMetrô de São Paulo entra em greve quarta-feira
EpidemiaEstado do Rio de Janeiro confirma 22 mortes por dengue
ViolênciaMinistério Público pede fim de seis torcidas organizadas
No ParaguaiPolícia prende suspeito de integrar facção criminosa de SP
EducaçãoMEC defende inscrição virtual no sistema de ensino técnico
EstádioCom bom ritmo, Itaquerão pode ter conclusão antecipada
Atendimento em Hospital Público de São Paulo: saúde pública é reprovada por 81% dos brasileiros
Rio de Janeiro - Um total de 81% dos brasileiros considera que o governo oferece serviços de baixa qualidade por usar de forma inadequada a alta arrecadação de impostos, segundo uma enquete divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa, realizada em parceria com o Ibope em dezembro do ano passado, mostrou que a maioria dos brasileiros considera que está pagando mais impostos e recebendo menos serviços.
Uma parcela de 87% dos 2.002 contribuintes entrevistados em 140 municípios considera que os tributos que se pagam no Brasil são "muito elevados" enquanto apenas 7% qualifica o valor como "adequado".
Da mesma forma, 79% opina que os impostos aumentaram nos últimos anos, contra 3% que considera que "se reduziram um pouco".
Segundo um estudo divulgado no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária do país subiu o equivalente a 34,41% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 até o recorde de 35,04% do PIB no ano passado.
Isso significa que o Estado fica com um pouco mais de um terço de tudo o que é produzido no Brasil.
Dos entrevistados, 82% das pessoas que participaram da enquete acredita que o governo arrecada recursos suficientes para melhorar os serviços que oferece.
Os contribuintes só aprovaram com mais de 50% quatro dos 12 serviços públicos sobre os que foram consultados.
Do total 75% aprovou o serviço de energia elétrica, 66% considerou positivo o fornecimento de água, 61% se disse satisfeito com a iluminação pública e 52% com a educação superior.
A limpeza pública foi aprovada por 50% e reprovada pela outra metade.
Em paralelo, 81% qualificou como baixa ou muito baixa qualidade a saúde pública e 72% reprovou a segurança pública.
O economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, associa a má qualidade do serviço de saúde à má gestão dos recursos públicos e não à falta de dinheiro.
Os brasileiros descartam que sejam necessárias "novas fontes de receita fiscal para melhorar o setor devido a que consideram que a carga tributária já é muito elevada", resumiu Castelo Branco.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação