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Protecionismo | 23/09/2011 09:55

Ao contrário da automotiva, indústria de máquinas não quer taxar importados

"Em vez de elevar IPI para os importados, deveria reduzir para os nacionais", diz Abimaq

Luís Artur Nogueira, de
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Germano Lüders/EXAME.com

Weg

Linha de produção da Weg equipamentos, a maior empresa de bens de capital do Brasil

São Paulo – Se depender da vontade da indústria brasileira de máquinas, os importadores de equipamentos não precisam temer um aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos moldes do setor automotivo.

“Em vez de elevar o IPI para os importados, o governo deveria reduzir impostos para os produtos nacionais”, diz José Velloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em entrevista a EXAME.com.

O executivo diz que a alta do IPI para carros trouxe apenas uma boa notícia. “A única coisa positiva dessa medida é a sinalização de que o governo abriu os olhos e passou a reconhecer que o Brasil está passando por um processo de desindustrialização.”

Porém, Velloso ressalta que a elevação da carga tributária para os produtos importados não resolve o problema da falta de competitividade da indústria nacional. “O fato de você tributar mais o produto importado não quer dizer que o bem fabricado aqui dentro vai ser mais competitivo lá fora. A indústria brasileira precisa vender aqui dentro e exportar. O Brasil não vai exportar um automóvel a mais porque o IPI sobre o caso chinês e coreano é maior.”

Divulgação/Abimaq

José Velloso

Velloso: "Governo errou no remédio"

O vice-presidente da Abimaq diz que o “governo acertou no diagnóstico do problema, mas errou no remédio”.

“Em vez de o produto manufaturado brasileiro ser mais barato para o consumidor brasileiro, ele acaba ficando mais caro. Então, o Brasil que tinha o automóvel mais caro do mundo, vai continuar tendo o carro mais caro do mundo. Isso está errado.”

A decisão de proteger a indústria automobilística também foi criticada pelo setor de máquinas. “Por que o governo resolveu proteger uma indústria que já é altamente protegida?”

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