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Modernização do trabalho no campo ajudou a aumentar a renda, mas fez crescer número de desempregados
São Paulo – Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (Ipea) mostra que o número de pessoas vivendo em situação de pobreza extrema em São Paulo caiu pela metade na década passada.
Em 2001, o número de paulistas ganhando menos de 67 reais por mês – critério utilizado para definir a situação de pobreza extrema – chegava a 4,2% da população. Este percentual passou a 2% em setembro de 2009. A renda domiciliar per capita estadual passou de 738,2 reais a 806,9 reais neste período.
A melhora na distribuição de renda no estado foi melhor do que a média nacional. Entretanto, ela se mostrou menos intensa do que a observada na região Sudeste como um todo, na qual o percentual de pessoas em situação de pobreza passou de 5,6% para 2,3% no período considerado.
Zona rural
Boa parte deste desempenho se deve à melhora nas condições de vida na zona rural. Enquanto a renda domiciliar per capita média nas áreas urbanas cresceu 8,5% entre 2001 e 2009, no campo este aumento foi de 35,6%.
Entretanto, apesar do aumento da renda média no campo, o número de pessoas em situação de miséria aumentou de 2,9% no início da segunda metade da década passada para 3,6% atualmente.
Segundo o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, esta aparente contradição tem a ver com o fato de que o setor rural no estado se modernizou, sendo atualmente um dos mais dinâmicos. “As modificações tecnológicas, a mecanização, e o aumento das indenizações no caso de demissões aumentou a renda. Entretanto, aumentou o número de desempregados”, explica.
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