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Paralização da Polícia Militar da Bahia, que começou no dia 31, vai continuar, afirmam representantes
Brasília - Os policiais que fazem greve desde terça-feira passada na Bahia anunciaram neste domingo que manterão a paralisação para reivindicar melhorias salariais, apesar da onda de violência vivida pelo estado, que já registrou 71 homicídios durante o período.
Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, só em Salvador, 15 pessoas foram assassinadas neste sábado. As autoridades informaram também que, desde o início dos protestos, foram registrados saques e outros atos de vandalismo em dezenas de estabelecimentos comerciais, além de 41 roubos de carro.
O governador da Bahia, Jacques Wagner, atribuiu muitas dessas desordens aos próprios policiais e disse que não discutirá sobre as reivindicações trabalhistas até que os grevistas encerrem a paralisação.
Wagner recebeu o apoio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que visitou Salvador neste sábado e advertiu que os líderes do movimento podem ser presos por liderarem um protesto que considerou 'inaceitável'.
No entanto, o presidente da associação de policiais que organiza a medida de força, Marco Prisco, afirmou neste domingo que a paralisação seguirá até que o governo do estado aceite negociar as exigências, que incluem aumento salarial próximo a 30% e melhorias nas condições de trabalho.
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