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Greve de polícias na Bahia chega ao fim
Rio de Janeiro, 11 fev (EFE).- Uma assembleia de policiais da Bahia pôs neste sábado fim a uma greve de 12 dias motivada por reivindicações de melhoras salariais, enquanto seus colegas do Rio de Janeiro suspenderam até a próxima quarta-feira a paralisação que começaram na madrugada da sexta-feira.
Depois de mais de uma hora de debates, os policiais da Bahia aceitaram a proposta de pagamento de gratificações apresentada pelo Governo regional até 2015 e aceitaram o pedido imediato do comando central militar para se reintegrar às atividades ou assumir um processo interno disciplinar.
A greve começou a perder força há três dias quando 245 policiais que estavam entrincheirados desde a semana passada na Assembleia Legislativa da Bahia, entre eles os líderes da greve, deixaram na terça-feira o prédio, que estava cercado por mil militares.
No Rio de Janeiro, enquanto isso, o Sindicato da Polícia Civil suspendeu a greve até a próxima quarta-feira, quando uma assembleia determinará o fim da greve ou sua continuação.
Agentes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros tinham decretado uma greve indefinida na madrugada de sexta-feira, a uma semana da abertura do Carnaval.
O sindicato programou para domingo nas praias de Copacabana um ato público de repúdio às prisões de vários agentes que estavam em greve.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, não foram registrados incidentes graves nos dois dias de paralisação e a adesão à greve foi mínima entre os quase 70 mil membros das três instituições, que reivindicam um reajuste de salários.
A baixa adesão obedeceu em parte ao fato de, na quinta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado ter aprovado a antecipação de um reajuste salarial de 39% para os policiais que estava previsto para outubro de 2013, embora os grevistas reivindiquem um aumento maior.
Para combater a greve, o comando da Polícia instaurou uma investigação contra 150 policiais, deteve 50 agentes que se negaram a trabalhar e ordenou a detenção dos 11 acusados de ter organizado a paralisação, nove dos quais já foram detidos.
A maioria dos policiais detidos foi libertada, mas 17 deles continuam presos à espera de uma decisão judicial sobre sua situação.
A uma semana do início do carnaval, com um maior número de pessoas e turistas nos dois estados, as autoridades estaduais intensificaram as negociações para normalizar a situação e garantir a segurança na festa popular.
Em Salvador, que reúne em seu carnaval cerca de dois milhões de pessoas e é considerada como a maior festa de rua do mundo, foram desdobrados várias centenas de militares para reforçar a segurança, enquanto no Rio de Janeiro se descartou, por enquanto, a presença em massa do Exército para a festa.
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