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São Paulo - Cidades totalmente encobertas pela água, casas soterradas, pessoas resgatadas de barco e mortes causadas pelas chuvas. Imagens assustadoras que poderiam ser recordações de um ano atrás são, na verdade, uma repetição da destruição causada neste início de 2012 por temporais na região Sudeste do país.
Em janeiro de 2011, cerca de 900 pessoas morreram na região Serrana do Rio de Janeiro que, por enquanto, conseguiu evitar novas mortes apesar da chuva bem acima da média e da não concretização de investimentos prometidos para evitar novas tragédias.
Desta vez, cidades de Minas Gerais são as mais afetadas e já são seis mortos e mais de 10 mil desalojados ou desabrigados no Estado, segundo a Defesa Civil.
Imagens aéreas exibidas na TV mostraram cidades próximas aos rios Muriaé e Pomba isoladas e parcialmente submersas. Deslizamento de encostas, erosões e inundações interditaram diversas estradas no Estado, que tem a maior malha rodoviária federal do país.
No Estado do Rio de Janeiro, são três mortos e mais de 700 desabrigados.
Em Nova Friburgo, uma das cidades mais atingidas pela tragédia na região Serrana no ano passado, a chuva ocorrida nas últimas 48 horas é o equivalente à metade da quantidade esperada para o mês.
Fortes chuvas também afetam a região Noroeste do Rio, com grandes inundações nos municípios de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua e Itaperuna, onde cerca de 5 mil pessoas estão desalojadas, segundo a Defesa Civil.
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