Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Correios | 22/12/2011 11:17

Carteiros voltam a circular na favela da Rocinha após pacificação

Situada no Rio, a favela foi reconquistada há um mês em uma operação que mobilizou centenas de policiais de elite e soldados, o que permitiu a entrada do serviço público

Claire de Oliveira, da
 Comentários (0)
Salvar notícia

Christophe Simon/AFP

Carteiro entrega correspondência em casa da favela da Rocinha

Carteiro entrega correspondência em casa da favela da Rocinha

Rio de Janeiro - Tomazia Ferreira Martins vive há 40 anos na mesma casa da Rocinha, no Rio de Janeiro, mas nunca recebeu uma carta: sob o reinado dos traficantes de drogas, o serviço público básico não existia na favela, a maior do Brasil.

É com desconfiança que, aos 72 anos, Tomazia abre a porta para o engenheiro da prefeitura do Rio Alexandre Furlanatto, que, junto com sua equipe, percorre o labirinto das ruas estreitas e íngremes deste gigantesco bairro pobre para mapeá-lo pela primeira vez.

Situada no coração dos bairros mais ricos do Rio, a Rocinha - reduto de traficantes e onde o Estado não entrou durante 30 anos - foi reconquistada há um mês em uma operação que mobilizou centenas de policiais de elite e soldados, apoiados por helicópteros e blindados.

"O objetivo do mapeamento é nomear as ruas e dar números às casas. Depois, o correio deverá fornecer um código postal aos moradores. Assim, as casas serão regularizadas e os moradores poderão receber cartas em suas residências", explica Furlanatto.

O Rio possui cerca de mil favelas, onde residem um terço dos moradores da cidade, ou seja, cerca de 1,5 milhão de pessoas. O governo do Rio começou a "pacificação" das favelas em 2008 e retomou mais de 20 delas das mãos de traficantes de drogas e milicianos e prevê pacificar outras tantas até 2014, antes do Mundial de Futebol.

Tomazia responde ao questionário dos funcionários municipais e se sente mais tranquila ao fim da entrevista: sua casa de tijolos, construída em três andares ao longo dos anos, finalmente será "regularizada", já que respeita as normas de salubridade e higiene da prefeitura. E logo poderá também receber pela primeira vez o carteiro.

Até agora, os carteiros quase não se aventuravam nas ruas estreitas povoadas de homens armados. Os próprios moradores distribuíam as cartas.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados