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Última atualização 23/05/2017 - 17:20 FONTE

Brasil estará crescendo bastante no 4º tri de 2017, diz Meirelles

As previsões mais otimistas da Fazenda para o fim do ano têm sido recorrentes no discurso da equipe econômica

Brasília – Apesar de existir uma possibilidade de crescimento da economia já no 1º trimestre de 2017, o governo não conta com isso, disse nesta quarta-feira, 21, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Não estamos necessariamente contando com isso”, disse. Por outro lado, o ministro afirmou que o País pode crescer em ritmo mais forte até o fim do ano que vem, superando 2% na comparação do 4º trimestre de 2017 com os últimos três meses deste ano.

As previsões mais otimistas da Fazenda para o fim do ano que têm sido recorrentes no discurso da equipe econômica. Desde o fim de novembro, secretários da pasta e o próprio ministro têm usado a projeção de crescimento de 2,8% do PIB no último trimestre de 2017 em relação a igual período deste ano para demonstrar que a economia brasileira está sim retomando o fôlego.

Nesta quarta, Meirelles ressaltou que a economia brasileira caiu muito entre o 4º trimestre de 2015 e o último trimestre de 2016. Quando isso acontece, no ano seguinte, mesmo que cresça, a comparação entre as médias anuais fica depreciada. “Mas não significa que o País não está crescendo forte”, disse.

Segundo o ministro, a economia pode reagir já no 1º trimestre de 2017. “Existem possibilidades, com grande margem de incerteza, e esse é o problema da previsão trimestral, que é mais volátil, mas existe boa possibilidade de o número no 1º trimestre ser positivo. Mas não estamos necessariamente contando com isso”, disse.

Comentários

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  1. Não foi previsão coisa nenhuma, foi mera tortura estatística, o ministro ajustou a dita “previsão de crescimento” com o orçamento de 2017 e a meta fiscal de deficit de 139bi, qualquer “previsão” diferente a conta não fecharia e o ministro ficaria desprestigiado, afinal conforme a as expectativas econômicas para o início de 2017 vão ficando pessimistas, a equipe econômica joga o otimismo injustificado para o final de 2017.