Bancos pioram previsões de empréstimos, segundo BC

O levantamento feito pelo órgão aponta queda na expectativa de empréstimos, principalmente para pessoas físicas e grandes empresas

Porto Alegre – A pesquisa “Indicadores de Condições de Crédito” produzida trimestralmente pelo Banco Central (BC) junto aos executivos das principais instituições financeiras do mercado de crédito no Brasil mostra piora nas expectativas dos bancos para os empréstimos no próximo trimestre, especialmente nas operações para pessoas físicas e grandes empresas.

Essa pesquisa, que passará a ser divulgada trimestralmente junto com o Boletim Regional, é feita com perguntas qualitativas sobre a expectativa dos bancos para os próximos três meses em temas diferentes: oferta, demanda e aprovação dos empréstimos. As respostas são divididas em segmentos: grandes corporações, pequenas e médias empresas, pessoas físicas e financiamento imobiliário.

Instituições podem responder ao questionário com respostas numéricas entre “-2” (cenário consideravelmente mais restritivo) e “+2” (cenário consideravelmente mais flexível). A resposta “-1” sinaliza cenário moderadamente mais restritivo e, ao contrário, “+1” aponta para quadro moderadamente mais flexível. O “zero” mostra cenário neutro para os próximos três meses.

A consulta divulgada hoje mostra que a expectativa das maiores instituições para o crédito para pessoa física voltado ao consumo piorou em todas as frentes. Para o trimestre, a expectativa de oferta caiu de -0,27 ponto há um trimestre para -0,40 ponto agora. Para a demanda, a expectativa também piorou, de -0,20 ponto para -0,33 ponto. Com previsão de menos oferta e menor demanda, a expectativa para aprovação também caiu de zero para -0,13 ponto na comparação entre trimestres.

Para as grandes empresas, também houve piora, mas os números da pesquisa ainda são positivos. Para a oferta, a expectativa caiu de +0,20 ponto para +0,05 ponto na evolução do último trimestre. Para a demanda, o indicador mostra piora de +0,55 ponto há três meses para +0,40 ponto. Por fim, a expectativa para a aprovação dessas operações foi na contramão e apresentou ligeira elevação, de +0,10 ponto para +0,15 ponto.

A pesquisa foi feita com 46 conglomerados e instituições financeiras distintas em junho. No segmento pessoa física para consumo, foram ouvidas 15 casas que representam 86,7% de todas as operações. Para as grandes empresas, foram ouvidos 21 bancos que têm 87,5% da carteira dessas operações.