Ásia sofre com fraco comércio mundial

Volumes de exportações crescem na metade do ritmo de antes da crise financeira global de 2008-2009, diz agência de classificação de riscos Standard & Poor's

São Paulo – O crescimento econômico dos países da região da Ásia e do Pacífico continua a sofrer com o enfraquecimento do comércio mundial, ainda como reflexo da crise financeira global de 2008-2009, escreveram analistas da agência de classificação de riscos Standard & Poor’s em um relatório divulgado hoje.

Segundo o documento, os volumes de exportações crescem hoje a um patamar de quase a metade do que foi registrado antes da crise ter início. Os analistas defendem que o declínio dos embarques vem ao mesmo tempo que as economias dos Estados Unidos e da Europa lutam para acelerarem o seu crescimento, o que sugere que a oferta asiática depende fortemente da demanda desses países.

“Os Estados Unidos passaram por momentos muito difíceis e têm lutado para manter o seu dinamismo. A zona do euro, o maior parceiro comercial da região, tem tido um crescimento marginalmente positivo”, defendeu Gruenwald.

A agência de classificação de riscos espera que o crescimento do comércio global permanecerá fraco este ano e abaixo dos níveis pré-crise.

A S&P projeta que o crescimento das exportações dos países da Ásia e do Pacífico fique no patamar de 6% este ano, ante 10% alcançado em meados da década passada.

Os analistas estimam que cada 1 ponto porcentual do avanço das exportações representa um aumento de 0,3 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB) da região.

No entanto, o texto faz uma ressalva com relação aos Estados Unidos. Os analistas projetam que a economia norte-americana terá um crescimento forte este ano, o que irá alimentar as exportações da região nos próximos tempos.

“Nosso ponto de vista é que, apesar do primeiro trimestre fraco, o crescimento norte-americano será de 3% no acumulado deste ano e que manterá essa dinâmica nos próximos anos. Junto com isso, as importações dos Estados Unidos devem subir, o que vai beneficiar os exportadores da região da Ásia e do Pacífico”, relatou Gruenwald.