Brasil tenta acabar com proibição dos EUA à carne brasileira

Uma comitiva do governo brasileiro chega nesta quinta-feira a Washington

Uma comitiva do governo brasileiro chega nesta quinta-feira a Washington com o objetivo de acabar com a proibição americana à carne bovina in natura brasileira, imposta há três semanas. Liderada pelo diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal, José Luis Vargas, a equipe técnica vai detalhar os procedimentos que foram implementados para evitar problemas, inclusive relacionados à vacinação contra febre aftosa, foco da preocupação americana.

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A visita brasileira faz parte de uma grande operação do Ministério da Agricultura para retomar as exportações para a maior economia do mundo e, ao mesmo tempo, não deixar outros mercados serem afetados pela decisão americana. Além da reunião em Washington, nesta semana integrantes do ministério se reuniram com países importadores de carnes brasileiras em Genebra, na Suíça. Na próxima segunda-feira será a vez de o próprio ministro da Agricultura, Blairo Maggi, desembarcar nos Estados Unidos para tentar liberar a exportação de carne.

Para o governo e agropecuaristas brasileiro, a proibição americana tem também um fator político. “Existe um medo muito grande das associações americanas. A nossa arroba custa 40 dólares, a deles custa 70 dólares. O medo é que a expansão brasileira no país obrigue os produtores a derrubar os preços para competir”, diz Pedro Merola, presidente da fazenda Santa Fé e um dos maiores criadores de gado do país.

Os americanos voltaram a comprar do Brasil em agosto do ano passado, após 13 anos, e hoje são responsáveis por apenas 2% da exportação brasileira. O maior prejuízo para o Brasil neste momento é a má reputação com o maior consumidor global. A imagem do país lá fora, vale lembrar, ainda guarda resquícios negativos da Operação Carne Fraca, que fez a exportação de carne no país cair 10% entre janeiro e maio em relação a 2016. O escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa de alimentos do país, JBS, também atrapalha. Se Maggi e sua equipe conseguirem se livrar das restrições americanas, tirarão pelo menos um problema da frente.

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